MEU KANTINHO

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Sempre que discutimos a liberdade de imprensa temos que relembrar a famosa frase do eminente Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos : “ A base de nossos governos sendo a opinião do povo, o primeiro objetivo deve ser mantê-la exata; fosse deixado a mim decidir se deveriam ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir este último” .

Essa é uma demonstração inequívoca da importância para a sociedade da existência da imprensa livre, que através de sua variedade de mídias  e para o benefício dos cidadãos, é, na prática, os olhos e ouvidos do povo.

Assim, a responsabilidade da imprensa é enorme. Os jornalistas devem pesquisar a fundo suas matérias antes de divulgá-las, o que configura um compromisso público com a verdade, também porque tendo o caráter educativo, as pessoas acreditam naquilo que lhes é apresentado, seja nos jornais, na rádio ou na televisão.

Responsabilidade com a verdade

Dentro desse contexto, temos visto algumas notícias divulgadas fugindo em parte, desse compromisso. Sabemos que com um jogo de palavras, a imprensa como formadora de opinião, pode subjetivamente deixar ao público, interpretações ambíguas de seu real sentido.

Na realidade, estamos vivendo a era da informação. Lembro-me bem de quando iniciei na área, as dificuldades que haviam. Contávamos somente com o telefone ligado através de pedido à central telefônica e assim mesmo precisávamos contar com a boa vontade da telefonista, principalmente quando era interurbano.

Foi melhorando com discagem direta e até o “longa distância”. Hoje temos o celular que é também um computador de bolso.

A impressão de jornais, antes tipograficamente, depois por linotipo (fundição de letras) formando as frases e impressas em impressoras manuais, depois automáticas e agora pelo modernismo da informática.

Antes quando tudo era para uma informação sadia e verdadeira, hoje temos visto “desvios” em informações, por insinuações ou por perguntas capciosas. São ardis que nem todos, mas alguns jornalistas, ou por vontade, ou por determinação da própria empresa, fazem aos seus entrevistados ou notícias outras. Daí o surgimento da imprensa (nem todas), parciais, viciadas e de interesse próprio.

E, por tudo isso, vimos nas redes sociais – o elemento maior da comunicação – , muitas críticas e pouco elogios à imprensa, notadamente à grande imprensa.

A TV Globo por exemplo, a mais criticada, assim como a Band, a UOL, os Jornais O Estadão, A Folha de São Paulo, Isto É, Veja e outros vários meios de comunicação, em relação à atual política nacional, seus personagens, autoridades do mais alto escalão, governadores, empresários de grande porte e por aí afora.

Nas entrevistas, para o bom observador, é fácil captar nas entrelinhas e entre palavras, aquele “joguinho” que muitas vezes leva a uma resposta ou manifestação aleatória e as manchetes “engordam”, chamando a atenção de leitores ou telespectadores como por exemplo; “Violada em pleno palco!”, que leva a uma outra interpretação. No entanto na realidade o fato de verdade, foi de que numa apresentação de “roda de violeiros”, num desentendimento, um dos participantes atacou seu adversário. Foi uma “violada” acontecida no palco”. São coisas assim.

Em consequência estamos lendo, vendo e ouvindo uma série de coisas surpreendendo o povo que fica em dúvida, questiona, opina e não tem uma solução  qual é a verdade ou não.

Uns dizem que a Imprensa fala mal porque deixou de “mamar”; elas rebatem afirmando suas convicções, embora já aconteceu de haver retratações; outros porque a imprensa sonegou impostos quando anteriormente essa dívida era “esquecida” pelos órgãos arrecadadores.

A grande imprensa induz a sociedade acreditar no que ela diz; relatórios afirmam ao contrário.

Criticam os formadores de opiniões, de palavrões proferidos pelo presidente do Brasil e pelo Ministro da Educação, como ferindo a ética, não ter cultura, ser soberbo, tirano, etc. Outros afirmam que se proferiram palavrões, foi porque mesmo em reuniões entre eles, preferiram falar abertamente o que pensam, diferente de outros que sempre usaram a “maciez das palavras”,- uma diplomacia hipócrita!

E falando em cultura, a que muitos chamam de cultura aqui, principalmente os usuários da Lei Rouanet, como a apresentação de um círculo de pessoas nuas e cada um empurrando o outro com a cabeça nas nádegas do outro, a imprensa não “meteu o pau” ou aceitou como Cultura? E outros fatos que ferem a moral, quebram a inocência de uma criança. Isso sim, é Cultura? Teria também, o Presidente da Espanha, falta de cultura ao dizer para outro Chefe de Estado “Por que no te calas?!

O sensacionalismo sobre o COVID 19, onde só apresentam aumento de casos e óbitos sem divulgarem os casos de cura, com o único objetivo de culpar o gestor federal?

Moro reafirma suas acusações a Bolsonaro. Bolsonaro rebate e nesse intercâmbio litigioso entre um e outro vem impondo dúvidas e acirrando as partes. Enquanto isso, o povo angustiado, sofrendo é relegado ao esquecimento. Assim, os crimes vem aumentando, as discussões sobre esse ou aquele medicamento também aumentando e a imprensa (não toda) apontando, cobrando, sensacionalizando, culpando e julgando.

E eu, aqui do meu Kantinho, pergunto: Vai haver ação para harmonizar tudo isso ou não?

O que que o povo tem a ver com os gestores e imprensa que não se entendem? Existe razão para um e para outro? Quando então, o Brasil vai ser uma nação governável com acerto?

Será que vai ser preciso realizar o que diz a mensagem do General Heleno?

Moralização, moralização eis a questão!

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