quinta-feira, 24 setembro , 2020

Bolsonaro afirma que o país está caminhando para uma grave crise social

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Em reunião surpresa com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e cercado por empresários e ministros, o presidente Jair Bolsonaro pediu ajuda à mais alta Corte do país para a redução da flexibilização social, imposta pela pandemia do novo coronavírus. Segundo Bolsonaro, o país está caminhando para uma grave crise social por causa da forte desaceleração da atividade. Ele alertou para os riscos de saques.

Bolsonaro ressaltou ainda que a situação social só não é mais dramática, por causa do pagamento dos R$ 600 a desempregados e a trabalhadores informais. Ele destacou que todos os chefes de Poderes têm responsabilidades e devem se atentar para os graves riscos que o país está correndo. Bolsonaro frisou ainda a importância de manter a liberdade de circulação, sempre, é claro, preservando a vida.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, acrescentou que os sinais vitais da economia ainda estão mantidos, por isso, é importante criar condições para que a retomada da atividade econômica seja restabelecida, enquanto ainda é tempo. Na visão de Guedes, o Brasil tem chance de se recuperar mais rápido do ponto de vista econômica do que o restante do mundo. “Seremos exemplo”, afirmou

Representante do setor de aço, Marco Polo de Mello Lopes, assinalou que seu setor está trabalhando com apenas 40% da capacidade, podendo encolher ainda mais nas próximas semanas. Ele disse que os setores essenciais estão mantidos, mas é preciso criar condições para que os trabalhadores possam voltar ao chão das fábricas. Segundo ele, todas as empresas estão preparadas para oferecer as condições de segurança aos trabalhadores.

Assim como o representante do setor de aço, outros empresários frisaram que, mantido o atual quadro de isolamento por mais tempo, o desemprego vai disparar, levando o país a uma crise social sem precedentes. Eles disseram compreender a gravidade da pandemia da covid-19. Mas há um sentindo de urgência. A indústria, frisaram, está na UTI e precisa sair rapidamente desta situação.

Toffoli reconheceu a importância da indústria brasileira, mas destacou a importância de que a saída do isolamento social seja feita com segurança. Ele enfatizou que reconhece a gravidade da situação, mas os entes da Federação têm autonomia para tomar decisões. O presidente do STF frisou que é preciso muito cuidado, porque o Brasil ainda está em situação difícil em relação à covid-19.

Um dos empresários destacou o risco de morte dos CNPJs, em uma analogia a mortes registradas pela covid-19, que já passam de 8 mil no país. O receio maior dos empresários é de que, diante de vários estados adotando o lockdown ou caminhando para esse tipo de medida mais restritiva, as fábricas fechem por completo. A maior parte das decisões de lockdown está sendo decidida pela Justiça. Por isso, a necessidade de o Supremo estar atento.

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