Meu Kantinho

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Fiquei pensando, que sendo este ano, ano de eleições municipais, a movimentação inicial, com as infindas e prolixas argumentações dos pretensos candidatos a prefeito e vereadores; sobre as mudanças e as afirmações de renovar, de “honestificar” nossa política, eu, simples mortal pergunto a mim mesmo: Vai acontecer?

Pesquisei, li, anotei e achei que estamos falando muito da necessidade de renovação dentro dos partidos políticos, ou seja, formar novas lideranças, atrair os jovens para a política. Como atrair os jovens, diante de uma realidade de descrédito em que se encontra a política? É neste descrédito que temos que identificar e incentivar novas lideranças, ou seja, mostrar a eles (jovens) que política de verdade se faz com pessoas de coragem, honestas e comprometidas com o bem-estar da população. Diante do descrédito político é que devemos mostrar às novas lideranças que se eles não assumirem o seu papel, outras pessoas de mau caráter, corruptas e descomprometidas podem assumir em seus lugares, como vimos na última eleição. Fomos iludidos por crermos em renovação? Analisem como está a credibidade política da cidade!

Você acredita que o atual cenário político ituramense pode melhorar? Sim, mas será preciso que o atual governo municipal seja humilde e aceite que errou (o que não vem acontecendo) e que precisa da ajuda de todos: Senado, Câmara Federal (aliados e oposição), Judiciário, Empresários, Entidades de Classe, Sociedade Civil Organizada, da população toda etc. Esta crise política que estamos vivendo, não afeta a uns e outros, mas toda a sociedade ituramense.

Para mudar o cenário político de Iturama existe uma formula que nem todo político acha fácil: trabalho + coragem + honestidade + comprometimento. Não é demagogia, mas só assim mudaremos a nossa cidade.

Por consciência política compreende-se a pessoa capaz de desempenhar sua cidadania de modo livre, sem condicionamentos previdentes ou mercantis. Trata-se do indivíduo que não coloca os interesses pessoais acima dos interesses da população. Contudo, são muitas as realidades nefastas que deturpam o genuíno sentido da consciência política, acabando por feri-la ou deformá-la na prática, como vem sendo feito até agora. Por exemplo:

  • Fazer do voto um objeto financeiro, desqualificando-o de responsabilidade individual, causando mal estar à população;
  • Praticar o voto sem analisar a vida do candidato e sua trajetória profissional, humana e religiosSubornar o voto de pessoas destituídas de formação profissional qualificada em troca de dinheiro, emprego, cesta básica ou quaisquer tipos de benefícios pessoais;
  • Corromper o sentido do voto por troca de favores para si ou para familiares (nepotismo) e amigos;Fazer da política um carreirismo salarial ou arrimo para a prosperidade pessoal através do desvio de verbas públicas;
  • Utilizar da boa fé do eleitor fazendo promessas puramente “eleitoreiras” que durarão somente o tempo da campanha, uma vez que o município pode não possuir verbas suficientes para tal
  • Empregar de mecanismos desfalcados ou da formação, no intuito de angariar eleitores de forma inconsciente ou de modo falseado e alienado;
  • Buscar a política pela própria política, desmerecendo a participação da população nas grandes decisões municipais além do período de votação;
  • Procurar iludir, por meio de pronunciamentos via rádio (poluição sonora), a cidade e eleitores;
  • Deixar-se influenciar pela “beleza?” e demagogia do candidato e não por suas propostas políticas e seu planejamento municipal.

E isso vem acontecendo em Iturama, com apoio da Câmara Municipal, onde os vereadores não fiscalizam, não investigam, não cumprem seus deveres de parlamentares, se fazem de surdos-mudos, em  benefício próprio. Infelizmente, os que pleiteiam justiça são derrotados pela maioria. Afinal são 2 contra 11. Fica valendo então o jargão: “Contra força não há resistência”.

Sabemos bem que “todo o poder emana do povo, muito embora pouco dele em seu nome seja exercido”  Assim sendo, saibamos valorizar o nosso voto como um ato lícito. Reconheçamo-lo como a oportunidade de mudarmos a vida política de nosso município e a estrutura social que nos norteia. Não permitamos vendas, trocas e muito menos a corrupção do ato de votar. Sejamos honestos para elegermos pessoas corretas e íntegras. Se quisermos candidatos éticos no pleito municipal precisamos efetivar a nossa cidadania com ética. Votar por coação é o mesmo que anular o próprio voto. Vale ainda ressaltar que existem duas ferramentas para aqueles que almejam exercer a consciência política: o voto e o impeachment. Se o voto representa a esperança de dias melhores para a população e a renovação das instituições sociais, o impeachment significa que o poder concedido também pode ser derrubado por dignos parlamentares (o que precisamos e ainda não temos em nossa Câmara) e, ademais, pela população: início, meio e fim de toda e qualquer gestão política. Ou será que o povo não sabe ter esse direito?

O dia 4 de outubro se aproximando dia a dia. Vamos nos conscientizar e votar com civismo, com amor a Iturama para nos sentirmos honrados e não “comprados”. Iturama merece o melhor em benefício de todos nós. Que assim seja. Amém!

 

 

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