Ministério Público e Câmara investigam problemas com serviço da Copasa em Frutal

O Ministério Público Estadual (MPE) e a Câmara de Vereadores de Frutal investigam problemas com o serviço prestado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na cidade.

As ações começaram depois que moradores reclamaram da coloração e cheiro da água e também do esgoto que escorre em vários pontos do município. Além disso, os constantes vazamentos de esgoto nas ruas têm preocupado a população.

Por isso, a Câmara chegou recentemente a criar uma comissão especial para apurar irregularidades tanto na questão ambiental quanto na área do consumidor em relação à Copasa, que se posicionou.

Sobre os vazamentos, a Copasa informou que todo mês são feitos 48 atendimentos de consertos, mas a Secretaria do Meio Ambiente questionou o atendimento oferecido pela companhia.

Desde 2017, conforme o Município, foram aplicadas 20 multas contra a companhia, que somam mais de R$ 4 milhões. A promotoria explicou a função dela no processo.

“Nossa parte é a questão do esgoto, se está havendo realmente vazamento, erros na coleta e na eficiência do lançamento sem tratamento no meio ambiente e nos corpos hídricos, nos córregos de Frutal. Estamos numa fase de levantamentos periciais e contamos com apoio da regional de Uberaba”, afirmou o promotor de Justiça, Renato Rezende.

Copasa

Sobre o abastecimento de água, o superintendente da Copasa, João Martins Neto, disse que mesmo com a suposta alteração da qualidade no manancial, o padrão de potabilidade que é entregue aos moradores não muda e é controlado 24 horas por dia.

Em relação à investigação do MPE e à comissão especial da Câmara, ele esclareceu que acompanha e segue todos os critérios de qualidade para entrega da água e do tratamento de esgoto. O superintendente também falou da disposição da companhia em colaborar com as apurações e atribuiu parte do problema a ligações irregulares na rede.

“Infelizmente, algumas pessoas fazem a interligação do sistema de coleta junto à rede da Copasa. Quando temos excesso de volume provocado pela chuva, ocorre o vazamento e o refluxo do esgoto nos imóveis. Por parte da Copasa, não temos dificuldade em relacionar com a Câmara e encaminhar todas as informações solicitadas pela comissão. Fazemos questão de esclarecer”, explicou.

Moradores

Em setembro deste ano, diversos vídeos circularam nas redes sociais e alguns também foram enviados para a redação do MG1 mostrando o esgoto escorrendo pelas ruas.

A reportagem da TV Integração visitou uma área que poderia ser responsável por uma suposta contaminação do córrego. No entanto, segundo a Copasa, o local já recebeu manutenção.

A moradora Carla Delani Silva dos Santos, que está há sete anos no Bairro Caju, reclamou da cor da água do córrego Vertente Grande, além do cheiro forte que vem da região todos os dias, segundo ela.

Além disso, questionou também a taxa de esgoto. Sobre o preço da tarifa, a Copasa explicou que a cobrança é feita por um outro órgão.

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