O governador de Minas, Romeu Zema, realizou na noite dessa terça-feira (26/11), em Belo Horizonte, uma palestra para mais de 200 alunos da Universidade Fumec, onde falou sobre sua experiência à frente do governo e das mudanças que acredita serem necessárias para equilibrar as contas do Estado. Zema voltou a afirmar que tem feito todos os esforços de gestão para reduzir despesas e enxugar a máquina pública, mas que só uma mudança estrutural vai corrigir, em definitivo, a situação financeira de Minas.

“Já reduzimos mais de 40 mil cargos, sem considerar as empresas estatais, o que demonstra que havia excesso de pessoas. Mas todo o esforço que o Poder Executivo fizer é insuficiente para corrigirmos a situação financeira do Estado. O problema de Minas é estrutural, ou seja, somente será resolvido se mexermos no contexto geral, que envolve mudanças na legislação”, defendeu Zema diante da plateia composta também por parte do corpo docente da universidade.

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O chefe do Executivo mineiro elencou algumas medidas de contenção de gastos que adotou, além dos esforços para atração de investimentos. Romeu Zema, no entanto, reiterou que o déficit anual de R$ 18 bilhões da Previdência é a grande questão a ser resolvida. “Essa é uma despesa que cresce de forma acelerada. Com a Reforma da Previdência incluindo estados e municípios, já vamos ter um alívio considerável”, disse o governador, que reforçou a importância da parceria com o Poder Legislativo para avançar nas reformas.

Em tom descontraído, o governador também lembrou o início de sua carreira até se tornar um empresário bem-sucedido, além de explicar os motivos que o levaram a disputar uma eleição e assumir um cargo na administração pública. “Depois de receber o convite para ser candidato, refleti e cheguei à conclusão de que não valeria a pena administrar cada vez melhor uma empresa em um país que caminhava para o abismo. Queria fazer algo para tentar mudar a realidade”, relatou.

Romeu Zema ainda respondeu perguntas de alunos sobre diferentes assuntos, como cobrança de impostos, planejamento, projetos de lei, dificuldades fiscais e salário do funcionalismo. “Regularizar os vencimentos do servidor é um grande sonho. Nossa expectativa é realizar agora uma operação financeira para proporcionar recursos para o décimo terceiro deste ano e pagamento dos salários em parcela única até o meio de 2020. Cabe destacar que esta é uma solução paliativa e que só será definitiva com a aprovação do regime de recuperação fiscal”, finalizou.

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