Crédito: Agência Brasil Ação do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, gera apreensão no governo Bolsonaro

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, determinou que o Banco Central lhe enviasse cópia de relatórios de inteligência financeira dos últimos três anos.

Com isto, ele obteve acesso a dados sigilosos de cerca de 600 mil pessoas, sendo 412,5 mil físicas e 186,2 mil jurídicas.

Reportagem publicada na Folha desta quinta-feira, 14, revela que o pedido do ministro Dias Toffoli ocorreu no âmbito de um processo no qual, em julho, quando ele suspendeu todas as investigações do país que usaram dados de órgãos de controle —como o Coaf e a Receita Federal— sem autorização judicial prévia.

Na ocasião, Toffoli concedeu uma liminar (decisão provisória) atendendo a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que era alvo de uma apuração do Ministério Público do Rio no caso Queiroz.

A iniciativa do ministro gerou apreensão no governo, pois há membros da família Bolsonaro mencionados em relatórios, entre outras autoridades.

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