Entrevistado pela Rádio Clube FM de Iturama em data de hoje, 11/11/2019, o advogado e vereador Dr Reyton Clay de Freitas Leal, sobre a PEC do Pacto Federativo que prevê a extinção de municípios, ele se expressou com muita propriedade a sua preocupação com os destinos de União de Minas, diante do que preconiza a PEC 188/2019 se for aprovada a extinção dos 1.254 municípios brasileiros com menos de 5.000 habitantes e com insuficiência de sustentabilidade, que atinge 135 municípios mineiros e entre eles o de União de Minas.

.Em sua fala, entre outros pormenores, Reyton disse que o que a PEC quer fazer é “um leilão dos pequenos municípios”.

O vereador afirmou ainda que vinte e quatro (24) deputados federais eleitos tiveram votos de União de Minas e, portanto, “eles tem compromissos com União de Minas. Eu pretendo procurar esses deputados e para isso vou procurar a força da população de União de Minas fazendo um abaixo assinado e levar diretamente a eles e cobrando deles um posicionamento contrário a aprovação dessa Pec, como um nosso primeiro passo. E se a PEC for aprovada, daremos o segundo passo, que seria o de um trabalho intensivo desenvolvendo uma política de chamamento de novos investidores e geração empregos à população. E para isso irei de imediato ao prefeito para estudar a viabilidade de doações de terrenos para a instalação das empresas que optarem por União de Minas”.

Pontuou ainda que no próximo ano havendo as eleições municipais, “o próximo prefeito não vai poder brincar de ser prefeito. Na verdade, ele vai ter que fazer uma gestão que eleve o município a uma condição de progresso; que eleve o município a uma condição de gerar emprego e investimentos. Temos que pensar em União de Minas em seu futuro. É um trabalho para todas as lideranças do município para elevar União de Minas”, afirmou Dr. Reyton.

Como considerações finais, Dr. Reyton com agradecimentos, disse de sua dedicação e persistência em trabalhar por União de Minas, acreditando em seu futuro promissor.

Acompanhando Dr. Reyton, estavam os vereadores Muller Medeiros, presidene da Câmara e Valdomiro Moreto, 2} secretário, que também opinaram contra a PEC.

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A esta reportagem, Dr. Reyton considerou a respeito da PEC, “termos, de um modo geral, avaliar com bastante critério a proposta do governo federal. Pois da mesma forma que foram criados os municípios, necessário se faz analisar todos os aspectos para essa extinção”.

“Acredito- continua Dr. Reyton, que conforme opinião do Presidente da Câmara dos Deputados,  Rodrigo Maia, de que o Projeto não passaria e da mesma forma a avaliação de parlamentares de que a ideia não avançará no Congresso”.

Com ênfase, o vereador uniense, afirmou não acreditar na aprovação da PEC, considerando que cada prefeito é um cabo eleitoral em potencial dos deputados federais e consequentemente “não vão querer perder o apoio dos prefeitos dos municípios”.

Perguntado ao Dr. Reyton sobre as possíveis consequências aos municípios se houver a aprovação, ele disse de sua preocupação com os serviços públicos, desvalorização de imóveis, desemprego e ser contra a medida que caso aprovada irá mexer com moradores de mais de 1.200 municípios, que têm vida própria e a sua identidade. “Essas mudanças pretendidas pelo Governo Federal, afetam desde a economia, até o dia-a-dia da população, como também afetará os municípios que os receberão”, disse Dr. Reyton.

 Sobre a sustentabilidade

“A nossa receita é mal distribuída, pois nem todas as fontes de arrecadação beneficiam os pequenos municípios, que acabam ficando dependentes do Fundo de Participação dos Municípios.

Esses municípios com risco de extinção deveriam ter mais apoio, incentivo fiscal do governo federal e do estado. Ao contrário muitos setores foram tirados da Federação e do Estado e delegados aos municípios. A receita está equivocada. O FPM não nos faz favor: geramos impostos com comércios, indústrias e prestadores de serviços que tem cada município, e a compensação, o repasse pelo FPM, não é correspondido em seu todo”.

“ É preciso um amplo debate entre os municípios, vereadores, prefeitos e representantes no Senado Federal e Câmara dos Deputados. Um plesbicito como houve para a criação de municípios”.

“ E o grande objetivo, neste momento, como já disse, é os nossos gestores não fazerem mais as loucuras como gastos maiores que arrecadam. Evitar a todo custo, as atividades que ferem os limites da lei de responsabilidade fiscal, pois mais hoje, mais amanhã serão penalizados e inelegíveis”, concluiu Dr. Reyton.

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