MEU KANTINHO

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Temos visto e ouvido comentários dos mais diversos a respeito das contas de água fornecida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais, COPASA, e, francamente está difícil de entender.

Primeiro comentários diversos sobre quem seria o “Pai da criança”, sem pensarem que o movimento inicial, movido por A ou por B, era em benefício da população ituramense e se houve a pretensão de quem quer que seja, se arvorar em tutor da questão, por política, ou por vaidade ou por simples razão de dizer “fui eu”, isso fica por conta e a critério de cada um.

Depois com a fiscalização feita pela ARSAE – Agência Reguladora dos Serviços de Água e Esgoto de Minas Gerais e consequente determinação à COPASA fazer a devolução dos valores cobrados o que resultou vir para muitos consumidores, a conta do mês, ZERADA.

De início foi um momento de euforia: “Opa este mês minha conta de água é de valor zero”, e ninguém, com exceção de alguns de visão mais ampla, queixaram da medida por não terem que pagar a conta.

Mas, sempre tem um mas, a COPASA, da mesma maneira que os promotores do problema daqui, pensaram e fizeram (denúncias e a reivindicação da ARSAE na cidade), o Corpo Jurídico da COPASA, agiu de imediato e ganhou a liminar motivando a suspensão da devolução de valores aos consumidores ituramenses. E o que aconteceu? Passou a cobrar novamente e agora com a inclusão dos dois meses, das contas zeradas. Resultado: conta duplicada como maneira de ressarcimento, dando margens à queixas sobre o alto valor cobrado.

A COPASA, por sua vez, trabalhou com inteligência (podendo ser até uma inteligência maldosa). Seus advogados naturalmente tinham a certeza de ganharem a liminar já citada. Sabedores disso, orientaram os diretores da Companhia a “zerarem” as contas para depois cobrarem tudo de uma vez como está fazendo. Foram sagazes. E, peritos em jogos jurídicos, penalizaram agora, os usuários. Ou seja: “Contra pedrada, pedrada ao dobro”.

Com tudo isso, no entanto, permanece ainda uma dúvida que também poderá ser aproveitada por advogados daqui. Por exemplo: a Agência Reguladora, DETERMINOU a “devolução do dinheiro nos casos em que o tratamento do esgoto realizado pela COPASA não atinge eficiência prevista em lei”, conforme diz uma nota de esclarecimento editada pela própria Copasa, em 28 de agosto de 2019 e assinada pelo Gerente Regional do Distrito Frutal, Francisco de Macedo Fraietta.

Então, como fica? A devolução de valores se referia ao tratamento de esgoto e não ao fornecimento de água.

E agora? Vão mover mais uma ação? Porque como estão cobrando, estarão cobrando novamente os valores que cobraram sobre o esgoto? E a devolução dos valores cobrados pela taxa de esgoto? Vão ou não serem devolvidos?

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E atrás disso, veio a pretensão utópica da municipalidade “comprar” a Copasa. E os vereadores aprovariam? Na certa sim, uma vez que a maioria dos edis atendem as pretensões do prefeito, para não ficarem “mal na fita” e possivelmente com algumas vantagens.

E a respeito da “compra da Copasa” esta, parece ter estado nas mãos de um “corretor” especial e especializado nos serviços da Companhia, da qual seria o chefe, se concretizada a compra. Mas como diz o ditado de que “o que é mal começado é mal terminado”, o tiro saiu pela culatra, após verificação e investigação resultando anulação do “corretor”, conforme dizem os comentários, mas que foi compensado pelo prefeito com uma nomeação. “Cê lá entende?”

E a novela continua com o povo pagando o que pagava.

Ah, se eu fosse advogado, ou um dos “pais da criança”!… Mas será que compensa? Dizem que contra a força não há resistência…

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