O governo de Minas apresentou à Assembleia Legislativa (ALMG) nesta segunda-feira (30) o projeto de lei com o orçamento de 2020 com previsão de déficit de R$ 13,2 bilhões.

O valor representa uma redução em relação ao déficit de 2019 que foi revisado pelo governo Romeu Zema (Novo) para R$ 15,1 bilhões. A previsão apresentada pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT) para este ano era de um rombo de R$ 11,4 bilhões.

Em suas redes sociais, o governador lamentou o quadro deficitário do estado e avaliou que diante do rombo nas contas mineiras serão necessárias “medidas estruturais”.

Continua depois da pulicidade

“Encaminhamos à Assembleia Legislativa o projeto de lei com o orçamento de 2020. Infelizmente, apesar de termos reduzido o déficit em R$ 2 bilhões, ele ainda é estimado em R$ 13,2 bilhões. Por isso mesmo fazem-se necessárias medidas estruturais para ajustar as contas”, escreveu Zema.

 

Para o próximo ano as despesas do governo de Minas devem superar novamente as arrecadações. Estão previstas receitas de R$ 103,5 bilhões e gastos de R$ 116,8 bilhões.
Segundo o projeto, 50,3% da despesa corrente será destinado ao pagamento de funcionários e encargos sociais. Outros 15,4% das despesas do governo federal são com repasses aos municípios.No início deste ano o governo atrasou repasses às prefeituras e houve forte mobilização dos prefeitos até que um acordo mediado pelo Poder Judiciário acalmou a relação dos prefeitos com o governo de Minas.

A maior parte da arrecadação prevista para os cofres mineiros virá do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que representa 76% da receita mineira – R$ 53,1 bilhões

 

 

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