Quem viver verá!

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Meu Kantinho

A Câmara Municipal de Iturama, por iniciativa do vereador Carlito, criou a Comissão da CPI da Copasa, e promoveu algumas vezes reuniões com diretores da COPASA – Companhia de Saneamento de Minas Gerais, para discutirem problemas tais como ineficiência do fornecimento de água, qualidade da água, vazamento de esgoto, tratamento, “Lagoa de Tratamento (ETE), que nunca foram resolvidos pela referida Companhia. Vieram sempre as promessas de melhorias que não aconteciam, até a visita da ARSAE/MG – Agência Reguladora do Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (julho/2017) que resultou, após confirmação das denúncias apresentadas pela Comissão da CPI da Copasa, a devolução de valores referentes as cobranças indevidas. (taxa de esgoto).

Continuando ineficientes os serviços, houve mais movimentação culminando numa reunião do prefeito e vereadores de Iturama, com os Diretores da Copasa, Guilherme Frasson Neto,  Diretor de Operações Região Sul; Clóvis Horta, Chefe de Gabinete da Diretoria Geral da Copasa; João Martins, Superintendente de Operações Centro-Oeste e Francisco Macedo Fraietta, Gerente Distrital.

Nessa reunião, um pouco acalorada, segundo disseram, teve a sessão de perguntas cobrando, reivindicando e as respostas de sempre, prometendo rever, aprimorar para melhorar. E como sempre, aceitando os fatos mas não assumindo culpa ou responsabilidade, ou melhor, “tirando a Copasa da reta”.

Por exemplo, o pedido de redução do valor da taxa de esgoto, não deve ser feito à Copasa, mas sim à ARSAE, que é a que dita as tarifas. Portanto “reduzir” o valor seria com ela e não com a Copasa.

Para a revitalização dos Córregos Quati e Santa Rosa, um problema de anos e anos, a Copasa “vai priorizar esses serviços em 2020 e com parcerias”. Ainda mais tempo a esperar “olhando as núvens” …

O mau odor da Lagoa de Tratamento, já estão operacionalizando para mitigar o mau cheiro e não solucionar. Não são eles os moradores do bairro e vez por outra até a cidade “perfumada” com aquele odor de fossas…

Outro caso gritante é o da construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Distrito de  Alexandrita. Uma promessa já de longo tempo. Afirmou o Diretor Frasson, que mesmo com a cobrança do prefeito para a agilização dessa construção, e que mesmo com o projeto concluído, depende ainda de um Projeto de Utilidade Pública pela prefeitura, definir área, licenciamento ambiental, “e com ajuda do prefeito haverá a celeridade na execução do serviço”.

Essa resposta justifica tamanho atraso? Se dependem disso por que não providenciaram, não exigiram há mais tempo? Por que só agora explanaram tais necessidades? Se deduz que será mais uma desculpa pelo atraso onde a “Copasa não teve responsabilidade” e sim a prefeitura pela não solução dessa “dependência”.

Com referência ao “sugamento” das fossas pela Companhia, no mesmo distrito, vejam só, a Diretoria, “só agora tomou conhecimento da situação”, mas “iremos adotar medidas em regime de urgência para retomar os trabalhos”. É ou não é um absurdo? Há quanto tempo está acontecendo essa falha em Alexandrita e “só agora tomaram conhecimento?”

Enfim, as respostas, como já disse, foram supérfluas e subjetivas. Não houve uma afirmação categórica de vai ser feito mas que “vão” fazer. E quando?

Isso de que vão fazer já vem de alguns anos e nada! Chegou ao ponto de Frasson, dizer que “lamenta ter chegado ao ponto” de o prefeito e vereadores, ameaçarem rescindir o contrato com a Companhia, mas “que firmar um novo compromisso de prestar cada vez mais o melhor serviço para a comunidade”. Quantas vezes isso foi prometido? Cadê esse compromisso?

Se ele afirmou um novo compromisso, foi assinado algum documento confirmando esse “novo compromisso”? Se houve não disseram e se não disseram é porque não houve.

Então, vamos esperar, não se sabe, por quanto tempo ainda eles resolverem a fazer.

Quem viver verá. Eu, pelo menos, acredito não estar mais aqui para ver isso se realizar…

 

 

 

 

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