Juros mais baixos precisam chegar ao consumidor

Segundo o estudo da Confederação, o comércio varejista poderia ter vendido R$ 41 bilhões a mais nos últimos 12 meses.

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A redução da taxa básica de juros, anunciada em julho pelo Banco Central, levou a Selic a um patamar histórico de baixa: 6%, o menor nível desde que a taxa passou a ser utilizada como instrumento de política monetária, em 1999. Mas estudo recente da CNC mostra que o repasse dessa queda não está chegando, como deveria, ao consumidor, que continua pagando financiamentos com taxas elevadas. “O consumidor pensa duas, três vezes, antes de adquirir um bem, pagando um financiamento com os juros nos níveis em que estão”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Segundo o estudo da Confederação, o comércio varejista poderia ter vendido R$ 41 bilhões a mais nos últimos 12 meses até abril deste ano e acelerado o consumo das famílias, o emprego e a renda, se os cortes da taxa básica Selic promovidos pelo BC tivessem sido repassados integralmente para os juros cobrados do consumidor. “Ou seja, perdem o consumidor, o comércio, a economia e o País como um todo. Os juros estão caindo, mas não para quem precisa”, completa Tadros.

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