O projeto GeoGebra, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), tem contribuído para a melhoria do ensino da matemática por meio do desenvolvimento de novas metodologias educacionais para os ensinos básico, médio e superior. A iniciativa conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

De acordo com a coordenadora do projeto, Tânia Maria Machado de Carvalho, a ideia é buscar uma forma mais atrativa e dinâmica de envolver os alunos no estudo da disciplina. “Na matemática, o grande desafio do professor é fazer seus alunos gostarem da matéria, sendo necessário introduzir no ensino elementar os recursos didáticos mais variados e que não se limitem ao livro texto, quadro e giz”, pontua.

O projeto desmembrou-se em cinco diferentes frentes, desde as séries iniciais até o ensino superior, e abordou temas como geometria, frações, funções, algébrica e a aplicação do software GeoGebra. Os resultados, segundo Tânia Carvalho, são promissores e promovem uma série de possibilidades de divulgação e utilização do software como recurso metodológico para o ensino de conceitos e de procedimentos em matemática.

“A pesquisa permitiu um diálogo entre a UFU e a comunidade local, com a realização de oficinas, minicursos e prestação de assistência e acompanhamento às escolas parceiras. As atividades propostas, de alguma forma, contribuíram para aprimorar o ensino público da região, por meio da participação no processo de formação continuada de professores da rede pública e na formação inicial de alunos do curso de licenciatura em matemática”, salienta a coordenadora.

Ainda de acordo com Tânia Carvalho, as atividades realizadas proporcionaram aos professores a oportunidade de treinamentos para aproveitar os recursos tecnológicos em prol do ensino e de trabalhar com metodologias diferenciadas. “Além de contribuir para a formação de atitudes positivas frente à aprendizagem, causando impacto na formação continuada de um grupo de professores (e futuros professores) das escolas públicas da região”, complementa.

A coordenadora ressalta que, atualmente, os aplicativos de geometria dinâmica estão disponíveis em celulares e fazem parte da realidade de boa parte de alunos do ensino médio e dos cursos superiores da área de exatas. Contudo, são subutilizados, servindo apenas como ferramentas de visualização, quando têm potencial para serem usados como ferramentas de investigação e aprendizado. “Percebemos que existe um consenso de que tecnologias digitais influenciam no cenário da educação, porém, a sua aplicação no momento das aulas não corresponde ao esperado, principalmente pela falta de capacitação dos professores no que tange à aplicabilidade das ferramentas disponíveis”, finaliza.

 

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