A presença feminina no mundo da tecnologia

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A presença da mulher na tecnologia é muito mais antiga do que se pensa. Foi uma mulher, Ada Lovelace, que fundou a computação gráfica durante o século 18. Também veio de um grupo de mulheres a responsabilidade de escrever instruções para o primeiro computador programável totalmente eletrônico do mundo.
E se você pensa que para por aqui, está completamente enganado! A volta do homem para a terra depois de visitar a lua só foi possível graças a Katherine Johnson, mulher negra, física, cientista espacial e matemática estadunidense. Existem muitas histórias de mulheres que transformaram e ainda transformam a tecnologia atualmente.
Alguns números do mercado da tecnologia
Segundo pesquisa do IBGE, apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de tecnologia da informação são mulheres. Em outros lugares, como o Reino Unido, por exemplo, de acordo com a PwC, apenas 15% dos cargos nas áreas de tecnologia, ciência, matemática e engenharia são ocupados por alguém do gênero feminino.
Já nos EUA, o número é menor do que no Brasil. De acordo com pesquisa encomendada pela Evia, menos de 20% das mulheres ocupam cargos em tecnologia.
O desequilíbrio entre gêneros
Além disso, Maria Klawe, presidente do Harvey Mudd College, relata que existem três razões que afastam as mulheres da tecnologia: falta de interesse, o fato delas não acreditarem que são experts no ramo e não acharem que irão trabalhar com pessoas com as quais se sentiriam confortáveis ou felizes.
No entanto, é importante salientar que o desequilíbrio de gênero presente no mundo da tecnologia não é apenas uma questão da presença das mulheres ocupando cargos no setor na mesma proporção que os homens É uma questão até mesmo social.
Mas a busca por esse equilíbrio vai além de apenas contratarem as mulheres: é preciso retê-las em seus cargos, incentivá-las e fornecer suporte para que possam vencer os obstáculos que aparecerem na carreira, pois atingir um equilíbrio entre vida pessoal e profissional pode ser um desafio insuperável quando se trata de gênero, privilégios e oportunidades.
A engenheira de software da Cívica Digital, Bola Adekoya, comenta que uma empresa que oferece condições de trabalho que permitem que uma mulher se dedique a família está a um passo do equilíbrio de gêneros no setor de tecnologia. “Algumas empresas já implementaram medidas de trabalho flexíveis para ajudar as mulheres a encontrar um equilíbrio entre a vida familiar e profissional”, diz ela.
O estudo da própria PwC, Women in Tech: Time to Close the Gender Gap, revelou que apenas 3% das mulheres citam uma carreira baseada em tecnologia como uma primeira escolha. Isso, devido a construção social, que falta recursos e informações que permitem que as mulheres se inspirem e trilhem uma vida profissional no mercado tecnológico.
O que impede uma mulher de ser do mundo da tecnologia
Outro obstáculo está nas oportunidades de educação. Segundo a pesquisa da organização sem fins lucrativos Girls Who Code, apesar de 74% das meninas mostrarem interesse em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no ensino médio, apenas 0,4% selecionam títulos nesta área.
Com base no artigo escrito para o portal Época Negócios, Camila Achutti – fundadora do Mastertech e professora de Engenharia do Insper – revela, segundo o site recrutamento Catho, que 51% das 396 mulheres entrevistadas, relataram serem submetidas a algum ato discriminatório no ambiente de trabalho por conta do gênero.
No mundo tecnológico e inovador que vivemos, quanto mais meninas inseridas no setor como programadoras, analistas, etc, daremos mais espaço para diminuir o desequilíbrio de gênero presente no mercado. Além de sanar este problema, cada vez mais iremos formar equipes diversas e prontas para promover qualquer disruptura e atitude inovadora.
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