Meu Kantinho

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Réquiem para Arthur

A evolução tecnológica, entre as inovações, trouxe a internet e com ela a ampliação de comunicação, como as redes sociais. Nela todos podem contatar todos e manifestar seus pensamentos, que nem sempre se enquadram na “livre expressão do pensamento” considerando o efeito de suas postagens. As redes sociais podem até ser necessárias, não se nega sua necessidade, mas tem muitos que exageram o seu uso e pior, usam com um princípio negativo e muitas vezes até com comentários doloridos, por não saberem separar o “joio do trigo”.
Pelo facebook, essa extraordinária ferramenta de comunicação que instantaneamente liga um polo ao outro, vemos notícias de interesse, avisos, comicidade, cultura, fatos curiosos, acidentes fatais, como nesta semana final e atual, ceifando vidas; vê-se também comentários infelizes, como alguns, a respeito da morte do neto do ex-presidente Lula que em críticas a este nos traz tristeza pela pobreza de espírito desses críticos, mesclando maldosamente, a morte dolorida da criança Arthur, de 7 anos de idade.
Não comentaram sobre a dor dos pais daquela criança, mas se direcionaram ao ex-presidente, por ter tido a condição jurídica de ir velar o seu neto. Artur, por acaso, pertencia a algum partido político? Artur, por acaso foi um dos envolvidos nos autos e atos atribuídos ao seu avô? Qual o sentido motivador dessas críticas subjetivas? Não sentem pena? Não sentem nada e nem arrependimento pelo que comentaram e postaram? Os que assim agiram, só podemos classificá-los como faltosos ao respeito e por falta de humanidade? Críticas são permitidas, são de direito, mas a do fato em pauta, por que não foram feitas diretas ao avô, e sem fotos de Artur? E se fosse um filho de uma dessas pessoas “criticantes”? Como se sentiriam? Se sentiriam simplesmente como adversários políticos e por isso as críticas? Simplesmente por política?
A política é necessária, mas não como a de agora. Hoje, a política é uma associação internacional fabricante de mentiras, de hipocrisia, de corrupção, de alienação. Onde há política partidária existe o confronto de ideologias e de interesses próprios. Uma enganação alienatória, em que os menos avisados, os menos politizados, enfim, os menos esclarecidos são magistralmente enganados para seguirem seus “líderes” que são mais politizados, são mais inteligentes mas que só pensam nos interesses deles. O resto é bucha de canhão!
Tudo o que é feito de bom ou de ruim, tem seu efeito. Os bons terão proveito; os ruins serão jogados fora (nesse caso), pelo pecado, pela omissão, pelo erro!
Isso lembra o que o Apóstolo Lucas disse em capítulo 13:23-28:
“E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam? E Ele respondeu: “Porfiai por entrar pela porta estreita: porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. Quando, o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos: e, respondendo ele vos disser: Não sei de onde vós sois:
Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas.
E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço e nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade.
Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abrão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora.”
Então, por que criticar um pecador usando a inocência de uma criança? Mesmo sendo o que a Justiça disse que é, ele não deixa de ser avô e a criança ser sangue de seu sangue.
Não há quem por pior que seja; quem por mais pecador que seja, que não tenha algo de bom em si.
Por isso, humildemente, e independente de qualquer sentimento político, que demonstra podridão, mentira e iniquidades, não cometamos esse pecado. O político é político e política, hoje, é o que vemos em noticiários e também nas redes sociais. Vamos separar um do outro.
Sempre digo uma frase: “Quer saber o que é inocência? Olhe nos olhos de uma criança!”
Meus amigos, políticos ou não, Jesus Cristo, disse: “Deixai vir a mim os pequeninos” e por isso, talvez, levou Artur para a Sua Morada. Uma criança com 7 anos de idade ainda é uma alma pura, inocente e meiga e foi levado por Deus.
Que Deus o tenha em sua infinita bondade!
Réquiem para o menino Arthur!

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