O Produto Interno Bruto (PIB) da economia criativa brasileira alcançou R$ 171,5 bilhões em 2017, de acordo com o “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e divulgado nesta semana. A pesquisa apontou que a participação do setor representa 2,61% da economia nacional. Minas Gerais está na oitava posição no ranking dos estados, empatado com o Ceará e o Paraná, com média de 1,8%. À frente estão São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Santa Catarina, Amazonas, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Lançada a cada dois anos, a principal e mais recente pesquisa sobre o setor avalia 13 segmentos criativos agrupados em quatro áreas: consumo (design, arquitetura, moda e publicidade), mídias (editorial e audiovisual), cultura (patrimônio e artes (foto), música, artes cênicas e expressões culturais) e tecnologia (P&D, biotecnologia e TIC). Considera o mercado de trabalho formal do país, com dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho.

No ranking da participação dos trabalhadores criativos no total de empregados do estado, Minas também está abaixo da média de 1,8%. Aparece no 7º lugar da lista, junto do Amazonas, com índice de 1,5%. Quando o assunto é remuneração, o resultado é ainda pior. Minas está na 13ª colocação: a média mineira é de R$ 5.357, e a brasileira, R$ 6.801.

Transição

O estudo da Firjan reflete as transformações da nova economia, caracterizada por novos modelos de negócio, hábitos de consumo e relações de trabalho. O mercado de trabalho abriu, no período da pesquisa, 24.500 vagas para profissionais com o perfil. É um crescimento relevante, considerando-se o cenário de recessão, com queda de 3,7% no mercado de trabalho nacional (corte de 1,7 milhão de postos). Fazem parte da economia criativa, segundo a Firjan, 245 mil estabelecimentos e 837,2 mil profissionais.

Análise

“O mundo tem passado por profundas transformações no mercado de trabalho, que são resultado das mudanças socioculturais e do avanço da digitalização. As mudanças nos hábitos de consumo e a transformação digital exigem das empresas uma série de novas competências e habilidades até então inexploradas. Esse movimento é visível na economia criativa, que registra alterações no perfil dos profissionais buscados pelo mercado”

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