Anvisa aprova nova vacina contra a meningite B

Doença é grave e pode levar à morte. Mas ainda não há previsão para a chegada do novo imunizante liberado pela Anvisa no Brasil desde o fim do mês passado 01/03/2019 14:00

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Uma nova vacina contra a meningite B teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do mês passado. O imunizante, chamado Trumenba, poderá ser aplicado em pessoas de 10 a 25 anos, para prevenir a doença meningocócica, causada pelo sorotipo B da bactéria Neisseria meningitidis.

“Os Estados Unidos estão usando e ela foi capaz de evitar surtos entre adolescentes. É uma vacina que promete ajudar o Brasil contra uma doença grave”, diz Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A doença é um processo inflamatório que atinge as meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por infecções por bactérias, vírus, fungos ou parasitas. A meningite é uma doença grave e pode levar à morte.

Em maio de 2015, foi lançada no Brasil a primeira vacina contra a meningite B, chamada Bexsero, que pode ser tomada por pessoas de 2 meses a 50 anos. Ele é oferecida apenas na rede particular de saúde. “É sempre bom, tanto para as clínicas quanto para os pacientes, mais opções de imunizantes, já que minimiza as dificuldades de abastecimento”, afirma Sandro Artur Ostrowski, diretor da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVac).

Apesar da aprovação, ainda não há previsão de quando a nova vacina vai começar a ser aplicada no país. Mesmo assim, a nova vacina é vista como positiva por profissionais do setor, principalmente por oferecer opções caso tenha desabastecimento de estoque, algo que já ocorreu no ano em que a vacina disponível no Brasil foi lançada.

“Todo novo medicamento licenciado, antes de ser comercializado, tem de ter o seu preço aprovado pelas autoridades governamentais. No Brasil, o estabelecimento de critérios para a definição dos preços dos medicamentos é de responsabilidade da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (Cmed), órgão interministerial”, explica Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer.

“De acordo com a legislação, o preço do medicamento inovador deve ter como referência o menor preço internacional entre uma cesta específica de países (Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Espanha e Estados Unidos, entre outros). Com base nessa análise, os órgãos competentes decidem o valor final, já com as taxações necessárias. Apenas depois dessa definição é que o produto poderá ser comercializado no Brasil”, complementa.

Segundo a Pfizer, fabricante do imunizante, duas doses da vacina devem ser tomadas com um intervalo mínimo de seis meses entre elas.

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