Vereador tem mandato cassado durante sessão extraordinária na Câmara de Frutal

Joab de Paula Alves (PSC) é um dos investigados da Operação 'Déjà-vu', que apurou esquema de compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara.

484

Durante sessão extraordinária na Câmara de Frutal, na noite desta quarta-feira (27), foi cassado o mandato do vereador Joab de Paula Alves (PSC). O parlamentar é um dos investigados na Operação “Déjà-vu”, que apurou um esquema de compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara.

Dos 15 vereadores, 12 compareceram à sessão extraordinária. Foram 10 votos favoráveis à cassação, um voto contrário e uma abstenção.

O advogado de Joab, Flávio Roberto Silva, disse à produção do MG1 vai recorrer da decisão porque, segundo ele, houve irregularidade no processo político de cassação.

A partir desta quinta-feira a (28), no lugar de Joab de Paula, assume Antônio Joaquim da Silva, conhecido como “Tõe da Veia”.

Cassação

 Segundo o procurador jurídico da Câmara, Leonardo de Souza, a Comissão Processante que corria em desfavor de Joab foi a última a ser concluída por causa de questões judiciais.

O parlamentar tinha conseguido na Justiça uma liminar que suspendia os trabalhos da comissão, mas, na semana passada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou o recurso da Câmara e autorizou a continuidade dos procedimentos.

Relembre

Em 2015, o vereador Bruno Augusto de Jesus Ferreira (PSB) representou junto à promotoria uma denúncia de esquema de pagamento propina e captação ilícita de voto envolvendo integrantes do Poder Legislativo, quando das eleições internas para composição dos membros da Mesa Diretora da Câmara para o biênio 2015/2016No ano seguinte, Bruno procurou a Polícia Civil para falar que a mesma situação de 2015 estava se repetindo no Legislativo na eleição interna para o biênio 2017/2018.

A denúncia gerou a Operação “Déjà-Vu”, responsável por apurar esquema de compra de votos para a eleição da presidência da Câmara de Frutal.

Na época, sete vereadores foram presos por participação no esquema, dos quais seis foram condenados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Quatro desses parlamentares tiveram a cassação de mandatos.

 

 

 

 

 

 

Comente essa notícia

Utilize o seu facebook, para comentar