Um homem de 34 anos, apontado como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal (DF), foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal do DF

(PCDF) no Residencial Pequis, em Uberlândia. A prisão faz parte da Operação “Triângulos”, a qual já havia prendido outras seis pessoas ligadas a organização.

De acordo com o delegado Leonardo de Castro, chefe da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (CECOR), a prisão desta sexta-feira (1º) finalizou a operação que começou a ser desencadeada em 13 de fevereiro e que tem por objetivo o controle e combate a facções criminosas.

Das seis pessoas que já haviam sido presas, quatro foram detidas no DF, uma no Mato Grosso do Sul (MS) e outra no estado de São Paulo (SP). Daí o nome da operação Triângulos, em alusão ao Triângulo Mineiro e ao triângulo formado pelos três presos fora do Distrito Federal.

“O preso é oriundo do Distrito Federal, um dos chefes da facção. Com algumas operações realizadas no final de 2018 pela CECOR, ele viu que o cerco estava se apertando e resolveu se mudar para Uberlândia com a família. Continuamos investigando, descobrimos o endereço e então cumprimos os mandados de busca e prisão preventiva”, explicou o delegado, revelando que ao ser abordado, ele estava na companhia da esposa e da filha e não reagiu a prisão.

Ainda segundo o delegado Leonardo de Castro, não foi identificada nenhuma atividade laboral por parte do preso em Uberlândia. Ao que tudo indica, ele levava uma vida “normal” no município. No entanto, as investigações apontam que mesmo residindo em Minas Gerais, ele emitia as ordens a serem cumpridas pelos integrantes da célula criminosa no Distrito Federal.

Ao G1, o delegado ressaltou que até o momento não foi informado o motivo pelo qual o suspeito escolheu a cidade de Uberlândia como destino. Ainda nesta sexta-feira ele será recambiado para Brasília (DF).

Ordens de dentro de presídios

Conforme informações da Divisão de Repressão às Facções Criminosas da Coordenação Especial de Repressão à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (DIFAC) e da CECOR, os presos detidos ao longo da operação vinham planejando e determinando a execução de crimes de dentro de presídios, onde já cumpriam penas por delitos anteriores.

Lugar apontado pela Polícia Civil como sendo a residência do homem preso na manhã desta sexta-feira (1º). — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Distrito Federal

Os demais, inclusive o preso em Uberlândia, se encontravam em liberdade e foram os responsáveis, entre outras infrações, pela instauração de um “Tribunal do Crime” voltado ao julgamento de um indivíduo acusado de “trair” a facção, o qual foi sequestrado e torturado por nove dias seguidos enquanto aguardava “sentença” de morte a ser proferida pelas lideranças da organização criminosa.

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