O prefeito de Iturama, Anderson Bernardes de Oliveira – Anderson Golfão, aderiu à proposta da Associação Mineira dos Municípios (AMM), de adiar as aulas da rede municipal de ensino, para depois do Carnaval.

O motivo, segundo a Assembléia realizada pela AMM (21/12/2019), seria uma forma dos prefeitos  pressionarem o governo estadual, a colocar em dia os repasses constitucionais de recursos aos municípios. Além de ser uma forma de pressão o adiamento das aulas, seria também uma forma de economizar.

A adesão do prefeito Anderson Golfão, gerou uma onda de insatisfação entre famílias de alunos, de profissionais da área, transportadores de alunos  e foi motivo longamente discutido em Reunião da Câmara de Vereadores, realizada ontem, (04).

Nessa Reunião Ordinária, o Presidente da Casa, vereador Renato José dos Reis, manifestou ao público e aos meios de comunicação da cidade e aos internautas, seu posicionamento em ser “totalmente contrário a essa ação do Poder Executivo, por parte de nosso prefeito de tardiamente voltar as aulas, como pressão ao governador pela falta de repasses”. Adiantou que essa medida só vem prejudicar famílias, provocar perda de empregos de domésticas que não têm onde deixar seus filhos, aos professores pelos compromissos assumidos, etc. “Os que perdem são só os pequenos e não as prefeituras” concluiu Renato Reis.

Sequenciando Renato Reis, falou a vereadora Ana Lúcia Menezes dos Santos, corroborando com as palavras do presidente, lembrou que o vizinho município de São Francisco de Sales, deu início às aulas e indagou “Será que o governo mandou dinheiro para lá e não para Iturama? Fico sem entender”. Aduziu o fato de não entender, considerando que foi aprovado pela Câmara, o uso de recursos próprios da Prefeitura, porque a arrecadação dá condições financeiras para dar manutenção à volta às aulas com normalidade.

O vereador Nivaldo Alves Ferreira, argumentou não ver economia nessa decisão tomada pelo prefeito, uma vez que se parando agora, essas aulas terão reposição e as despesas de transporte, de merenda escolar, de material de expediente, de água e energia, será a mesma, quando elas forem iniciadas.

Outro vereador, Ricardo Oliveira de Freitas – Ricardo Baiano, expôs ao Presidente, aos seus pares e ao público presente, o valor de 18 milhões de reais até ao dia 31 de janeiro e que desse valor, 2 milhões de reais teriam sido direcionados à Educação. Então “que crise é essa? Não vejo crise na prefeitura. Dinheiro tem, não sabemos como é gasto”, censurou o vereador.

 

Comente essa notícia

Utilize o seu facebook, para comentar