Membros da equipe de resgate trabalham na busca por vítimas em Brumadinho (MG) nesta segunda-feira (28) — Foto: Adriano Machado/Reuters       

Membros da equipe de resgate trabalham na busca por vítimas em Brumadinho (MG) nesta segunda-feira (28) — Foto: Adriano Machado/Reuters

Embora o Ministério da Defesa tenha disponibilizado forte estrutura para ajudar nas operações de busca em Brumadinho, autoridades do governo de Minas Gerais lançaram mão de apenas parte do efetivo oferecido.

Cerca de 900 homens da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), do Exército, estão de prontidão desde a última sexta-feira (25), data da tragédia, sem que tenham sido acionados até agora.

Mais cedo, o Blog da Andreia Sadi informou ter causado estranheza no governo federal o fato de a 4ª Brigada ainda não ter sido utilizada.

Ao governo federal, as autoridades mineiras explicaram que o auxílio da brigada não seria necessário porque a área do desastre é muito restrita, já ocupada pela equipe que atua no local, e que o excesso de pessoas poderia, inclusive, atrapalhar a operação.

Mas militares do alto escalão das Forças Armadas, com a ressalva de que não querem polemizar neste momento de angústia para as famílias das vítimas, afirmam que poderiam ter sido úteis na periferia da região, inclusive acessando a zona de mata nos arredores, ajudando a retirar moradores locais.

“Nesta hora, não se pode abrir mão de qualquer ajuda”, disse, sob condição de anonimato, um alto oficial militar. Um colega de função, também ouvido pelo G1, foi na mesma linha.

 

Eis a estrutura colocada à disposição pelo Comando Militar do Leste:

  • 930 militares operacionais, incluindo tropas de Polícia do Exército com cães farejadores;
  • 38 militares da área de saúde (médicos, enfermeiros e assistentes);
  • 10 ambulâncias;
  • 132 viaturas diversas, incluindo caminhões, ônibus e cisternas;
  • 140 barracas e toldos;
  • 95 camas de campanha;
  • 360 colchões.

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